sábado, 4 de fevereiro de 2017

Minimuseu do Rock em Santos

Aldo Fazioli (foto: Marcos Comune)
Muitos museus celebram o rock ou algum artista consagrado do gênero pelo mundo. No Brasil, essas iniciativas inexistem. Esses espaços estão reservados aos bares e estúdios espalhados por todas as regiões. 

O arquiteto paulistano radicado em Santos, Aldo Fazioli, mesmo sem qualquer apoio, montou o seu minimuseu do rock, no coração do Gonzaga. Alugou uma sala comercial na Rua Tolentino Filgueiras, 119, sala 21, e criou um verdadeiro santuário para os roqueiros. Entre LPs importados, DVDs e CDs raros, Fazioli acredita ter mais de 3 mil itens. “É um número baixo, mas é tudo o que comprei e ganhei desde que iniciei minha coleção, ainda na juventude”, explica o arquiteto, hoje com 66 anos.
Colecionador de histórias, Fazioli guarda lembranças preciosas em seu acervo. Tem todos os CDs de Lenny Kravitz autografados pelo músico, levou Joey Molland, vocalista e guitarrista do Badfinger, para almoçar em sua casa, além de conhecer um de seus maiores ídolos, Robby Krieger, guitarrista do The Doors, banda que considera a maior de todos os tempos.

“Passei um Natal na casa do Lenny Kravitz, em Miami. Ele namorava uma mulher que eu considero sobrinha. Ele foi muito atencioso, autografou os CDs, me mandou um pôster autografado, além de uma credencial para um show dele, que não consegui assistir”.

Sobre o guitarrista do Badfinger, Fazioli comenta que encontrou com o músico na Riviera de São Lourenço, logo após uma apresentação dele em Jaguariúna. “Conversamos, tiramos fotos e, na sequência, o levei para comer peixe em casa. Foi ele e a banda completa que o acompanhava”.

Aldo Fazioli em seu Templo do Rock   (Foto: Fernanda Luz)
Nas paredes da pequena sala comercial, o arquiteto destaca uma série de quadros originais, comprados na época de maior destaque dos seus ídolos. Jimi Hendrix, Beatles, Pink Floyd, The Doors, Rolling Stones, The Who, todos estão representados lá.

“Do que eu poderia assistir de show, me falta o The Who e o Led Zeppelin, o que sobrou dele. Nunca consegui ver o Jimmy Page e o Robert Plant juntos. Parece que o Who vem no ano que vem, vamos torcer”, comentou, enquanto apresentava uma série de preciosidades da sua coleção.

Falando em shows, uma pasta, muito bem organizada, guarda os ingressos de quase todos os shows assistidos por Fazioli.
Mas onde estava todo esse material histórico? Essa pergunta deve estar passando pela sua cabeça neste momento. O arquiteto tinha um bar em Bertioga, o Light my Fire, nome de um clássico do The Doors. Depois que fechou, tentou levar sua coleção para o Studio Rock, mas não conseguiu. Alugou o espaço e montou do seu jeito.

“Não é um lugar aberto ao público, mas quero que as pessoas que gostam do assunto, que queiram assistir aos filmes, ler os livros, venham até aqui. Quero compartilhar essas histórias”. 

Ficou com vontade de conhecer esse pequeno museu do rock em Santos? Ligue e agende sua visita: 3345-0020.

ATRIBUNA

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