sábado, 28 de abril de 2012

Santos tem o melhor sistema de saneamento


A cidade de Santos tem atualmente 99% de coleta e 100% de tratamento de esgoto, e de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil, o município possui o melhor sistema de saneamento do País.

 Esse trabalho de implementação do sistema de saneamento começou há cem anos com o trabalho desenvolvido pelo engenheiro sanitarista Francisco Saturnino de Brito. O planejamento elaborado por Saturnino definiu o crescimento de Santos. Além de pensar na solução para o esgoto, com a criação do sistema que coletava e afastava os rejeitos das casas, o engenheiro projetou os canais santistas para separar a água de chuva do esgoto, modelo chamado separador absoluto e que foi adotado em todo o Brasil depois disso.

Com essa infraestrutura, a cidade expandiu-se para além do porto, passando a ocupar a orla. Foi de Saturnino, também, a ideia, em 1910, de criar um jardim na praia. Construído décadas depois, hoje é considerado o maior do mundo pelo Guinness Book, livro dos recordes, com mais de 5 km de extensão.

Dia 25 de Abril, uma parte desse projeto completou cem anos. Foi em 1912 que o engenheiro Saturnino de Brito colocou em operação a estrutura que acabou com a fama de Porto Maldito – as doenças associadas ao cais santista haviam matado 22 mil dos 45 mil moradores, no auge da exportação de café. Para marcar a data, a Sabesp investiu R$ 4,3 milhões e abre à visitação gratuita três desses prédios.

Um deles é a usina terminal, no José Menino, ao lado do orquidário. Ela recebia o esgoto de Santos e o bombeava por 12 km de tubulações, passando pela Ponte Pênsil, também construída como parte do sistema. Essa usina funcionou por 98 anos. Ao lado da antiga usina terminal está o prédio de prevenção, onde ficavam os escritórios e a manutenção, também revitalizado.

O outro prédio aberto à visitação é uma estação elevatória, que bombeava o esgoto – como Santos é uma cidade plana, é necessário “empurrá-lo” até o destino. Ela foi transformada na Gibiteca Mauricio de Sousa, em homenagem ao criador da Turma da Mônica. Outras duas estações elevatórias recuperadas não terão visitação interna. Uma delas segue trabalhando, cem anos depois, só com a troca das máquinas, mostrando que o planejamento feito há um século foi altamente eficiente.

A usina terminal, símbolo do projeto de Saturnino, foi desativada em 2010, quando o Programa Onda Limpa, da Sabesp, entregou uma estação para o esgoto e a ampliação do emissário submarino.


Fonte: Sabesp

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