sábado, 5 de março de 2011

Carnaval Carangueijo

       Na Zona Noroeste de Santos, pertinho da divisa com São Vicente, está o sambódromo Dráuzio da Cruz. Neste final de semana de Carnaval as escolas de samba santista e a Amazonense de Guarujá vão se apresentar lá.
       Na Praia do Itararé, em São Vicente, pertinho da divisa com Santos, estão sendo montadas as arquibancadas para o desfile das escolas de samba de São Vicente.
       E a Região Metropolitana? Por que será que Santos e São Vicente não unem as forças para fazer um desfile único e mais bacana? Aliás, nessa caçamba carnavalesca também caberiam, com um planejamento bem feito, pelo menos Guarujá, Praia Grande e Cubatão, já que para incluir Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe daria um pouquinho de mais de trabalho por causa das distâncias envolvidas.
       O mais curioso, é que na década de 80, antes da institucionalização da metropolização, o Carnaval das escolas de samba era regional. E os espetáculos daquela época provocavam saudades até hoje. Andamos para trás nesse quesito.
       O Carnaval pode ser uma grande, uma enorme atração turística.
       O compositor e intérprete Ricardo Peres, da União Imperial, viveu o auge carnavalesco da Baixada nos anos 80. Observador agudo dessa questão, Ricardo entende que o carnaval regional perdeu a força por causa da falta de espaço nos meios de comunicação durante o ano todo.
       É esse espaço que confere glamour aos componentes das escolas de samba, como acontece no Rio de Janeiro e em São Paulo, e contribui para a grandiosidade do espetáculo.
       Todo mundo sairia ganhando: a população que adora as escolas, os trabalhadores que ganhariam mais empregos, as empresas, mais negócios, as prefeituras, mais impostos arrecadados.
       Só que para isso, é preciso articular e planejar com competência e depois arregaçar as mangas e trabalhar.



Por Paulo Schiff - Colaborador DL