segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Melhores Anos: Primeiros Campeonatos de Surf

Costuma-se dizer o Brasil é um país sem memória. Pelo menos em relação ao surf na Baixada Santista, essa frase não se aplica, pois resgatar a história da modalidade é muito comum, como o Museu do Surf, ajudando a construir a história do surf Brasileiro.


Os pioneiros da modalidade no País: os irmãos Thomas e Margot Rittscher, Osmar Gonçalves e Jua Hafers.


Quatro décadas nas ondas – José Luiz Saint’Anna, o Santana, foi um dos competidores das competições promovidas por Adalberto. “Participei de alguns campeonatos nos anos 60 e 70, mas o meu negócio mesmo sempre foi o freesurf”, adiantou. Ele se interessou pelo surf no verão de 1962/63. “Eu estava para fazer 13 anos de idade. Vi um cara pegar onda no Canal 1, mas só de peito e com pé de pato. Também vi algumas fotos em uma edição de revista Seleções e fiquei interessado naquilo. Eu e um amigo resolvemos surfar e fizemos uma prancha de isopor, eucatex e lona. Lógico que ela partiu ao meio na primeira onda forte”, reconheceu. 


A “brincadeira” ficou séria e ele deu seqüência à fabricação de pranchas. “Depois fizemos uma com fibra de vidro, ficou bacana e começamos a fazer para outras pessoas. Em 71 abri uma fábrica, que não durou muito por causa da crise do petróleo”, explicou Santana. 

Daí em diante, ele passou a se dedicar à profissão que ocupa até hoje – é projetista – mas nunca abandonou o surf. São 42 anos pegando onda. “O surf para mim é um estado de espírito, um estilo de vida que me ajuda até profissionalmente. É uma atividade relaxante, que descontrai”, disse ele. 

Em relação à família, não há restrições. “Meus filhos chegaram a pegar onda de bodyboarding, mas não seguiram. Vamos ver se meu neto segue na carreira”, ressalva. Quanto à homenagem prestada, Santana confessa que foi pego de surpresa. “Quando soube, fiquei admirado e muito contente. Nunca parei de surfar desde que comecei, e pretendo surfar até quando puder”, destacou.