terça-feira, 11 de maio de 2010

VIVER MELHOR


      Nesta coluna vamos abordar um assunto que, apesar de parecer muito técnico, é bem interessante e vale a pena ler.
 É de conhecimento de todos que a sociedade atual ou o modelo de civilização em que vivemos pré-dispõe e favorece o surgimento de muitas doenças afetando assim a qualidade de vida de muitas pessoas.
      Chamo atenção para a síndrome metabólica, representada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares normalmente relacionados ao acumulo excessivo de gordura abdominal e a resistência à insulina, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e gota.
 Veja alguns fatores de risco:

• Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia em jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após administração de glicose;
• Hipertensão arterial;
• Níveis altos de colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL);
• Aumento dos níveis de triglicérides;
• Obesidade, especialmente obesidade central ou periférica que deixa o corpo com o formato de maçã e está associada à presença de gordura visceral;
• Ácido úrico elevado;
• Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela urina;
• Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue;
• Processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sangüíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares);
• Resistência à insulina por causas genéticas.

A atividade física tem sido foco de muitos tratamentos envolvendo a síndrome metabólica, uma vez que seus fatores são modificáveis através da pratica regular de exercícios físicos. Por isso muitas associações de saúde no mundo recomendam a prática de atividade física para prevenção e reabilitação de doenças cardiovasculares e doenças crônicas.
 Diagnóstico:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta inicialmente como ponto de partida a avaliação clínica da resistência a insulina ou do distúrbio do metabolismo da glicose. No entanto alguma instituições voltadas a saúde colocam que a SM representa combinações patológicas.


O médico Drauzio Varella coloca que o diagnóstico leva em conta dados laboratoriais e clínicos, bastando a associação de pelo menos três dos fatores apresentados abaixo para a caracterização da SM:

• Glicemia em jejum oscilando entre 100 e 125, ou entre 140 e 200 depois de ter tomado glicose;
• Valores baixos de HDL, o colesterol bom, e elevados de LDL, o mau colesterol;
• Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico;
• Obesidade central ou periférica determinada pelo índice de massa corpórea (IMC), ou pela medida da circunferência abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 e nas mulheres, até 88), ou pela relação entre as medidas da cintura e do quadril.
• Alguns marcadores no sangue, entre eles a proteína C-reativa (PCR), são indicativos da síndrome.
 Prevalência:

No Brasil não existem dados representativos que apontem sua prevalência, o Dr. Drauzio Varella aponta que as manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos. Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.
 Prevenção e treinamento físico:

Como mencionado a SM é um conjunto de fatores, portanto sua prevenção e o tratamento obedecerá as particularidades de cada patologia, a atividade física, é de consenso entre especialistas que tratam da SM, sendo portanto de grande importância no processo uma vez que atua diretamente na redução da pressão arterial, controla os níveis de colesterol e diminui o peso.

A sugestão é de pelo menos 30 minutos de leve a moderada de forma contínua ou acumulada se possível todos os dias da semana ou pelo menos na maioria dos dias, os exercícios resistidos (musculação) também tem sido de grande importância no processo.

Finalizando, vale ressaltar que a prevenção ainda é o melhor remédio, atividade física regular e uma boa dieta são os pilares que sustentam uma vida saudável. Exames clínicos regulares também são de grande importância uma vez que praticamente todos os componentes da SM são inimigos ocultos porque não provocam sintomas, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves.

Bom, na condição de agente de saúde espero contribuir um pouco para a informação e a prevenção também dos amigos internautas. Até a próxima, grande abraço, saúde e força sempre!

 Antonio Rodrigues- Toni (CREF050480)


Professor especialista em atividade fisica adaptado a saúde
Responsável pela musculação da academia Centro Olimpico
Personal Trainer
13-78103047  -  ID 96*13314

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