sábado, 27 de fevereiro de 2010

Monte Serrat

      Cartão postal de Santos, é um dos pontos mais altos da cidade, com 147 metros acima do nível do mar. O Monte Serrat é palco de uma das mais belas vistas panorâmicas da cidade. Do seu mirante é possível ter uma visão completa do Porto, parte dos morros que cercam Santos, o Canal de Bertioga, o Estuário e as Ilhas Barnabé e de Santo Amaro.

          Eleito pela população da cidade como o maior atrativo turístico da região em 1999, o Monte Serrat é cartão postal de Santos. O sistema funicular de bondes, planejado em 1910, foi construído em 1923, e o complexo, incluindo um grande cassino, foi inaugurado em 1927. Seus exuberantes salões foram palco das grandes festas da época áurea do café, e funcionou assim até a proibição do jogo pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra, em 1946. Hoje, o Cassino está completamente reformado e sedia eventos e festas promovidas pela sociedade santista. Ainda conta com lanchonete e equipamentos de lazer para as crianças.



          No alto do Monte também está a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade, uma das atrações históricas da cidade, datada de 1603. Todos os anos, no início de setembro, a festa de N. Senhora de Monte Serrat atrai milhares de pessoas em procissão.




       Local onde acontece também a tradicional prova de downhill, a Descida das Escadas de Santos, são 417 degraus totalizando 650 metros. Considerada a principal prova da modalidade do calendário nacional e uma das maiores do mundo.


O acesso é feito por bonde funicular que parte de meia em meia hora.
Preço da passagem: R$ 18,00 (ida e volta).
Praça Correa de Melo, 33 - Centro - tel: (13) 3221-5665.
Ônibus a partir da Praça Independência - linha 20.

Mais informações:  www.monteserrat.com.br

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Outeiro de Santa Catarina

 O Outeiro de Santa Catarina é o local do marco inicial da povoação da cidade. O pequeno monte, significado da palavra outeiro, foi dado pelo Capitão-Mor Antônio de Oliveira aos primeiros povoadores do lugar em 1539. Mais tarde Brás Cubas, o fundador de Santos, adquiriu as terras virgens junto ao local, para construir um novo ancoradouro. No século XVI, Luiz de Góes e sua esposa, Catarina de Aguillar, uma família que morava próximo do local, construíram na base do morro a capela de Santa Catarina de Alexandria, a primeira de Santos e que em 1540 se tornou a primeira matriz. Quando o corsário inglês Tomas Cavendish saqueou a vila, em 1591, a capela foi destruída e a imagem da santa, jogada ao mar. Em meados do século XVII, a peça foi resgatada por escravos e, em 1663, iniciou-se a reconstrução da capela, agora no topo do outeiro.

         Ao longo dos séculos XVIII e XIX, o morro foi sendo desbastado para a obtenção de aterro para construção do porto. A igreja foi demolida. Entre 1880 e 1884, o médico João Éboli, estabelecido em Santos, mandou construir uma casa acastelada sobre o bloco de pedra restante. Após longo processo de decadência, o local foi tombado em 1985 e reconstruído pela Prefeitura em 1992.

         Hoje abriga a sede da Fundação Arquivo e Memória de Santos, instituição responsável pela gestão dos arquivos públicos e da memória não edificada da cidade.
Rua Visconde do Rio Branco, nº 48 Tel 3202-1240. Funciona de segunda a sexta das 8h às 18h, sábados e domingos das 9h às 13h. A entrada é franca.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

MUSEU de PESCA de SANTOS


        O Museu do Instituto de Pesca tem a função básica de desenvolver ações científico-culturais, levando a comunidade a se conscientizar da importância da preservação e utilização racional do ambiente aquático. É sua função ainda desenvolver atividades educativas não formais, com o intuito de criar ou descobrir e estimular mentalidades dirigidas à correta utilização dos recursos naturais, incluindo os recursos pesqueiros.

        O Museu tem também outro importante papel, ao se relacionar com a Cidade de Santos desde o início do período desenvolvimentista, uma vez que o prédio, construído em 1908 no local do Forte Augusto que foi destruído em 1894 (estrategicamente escolhido para que cruzasse fogo com a Fortaleza da Barra, do outro lado do canal, afim de atuar na defesa de Santos e São Vicente), inicialmente abrigou a Escola de Aprendizes-Marinheiros, depois uma Escola de Pesca e, finalmente, um dos primeiros Institutos de Pesquisa na Baixada Santista. E é muito relevante manter vivas essas referências ao passado, mostrando sempre para a comunidade a importância do prédio do Museu como patrimônio histórico e cultural desde sua origem.
         O grande edifício que sedia o Museu tem estilo eclético, característico da época em que foi construído (1908), pois reflete a influência de diferentes estilos arquiteturais clássicos. Apesar de sua importância histórica, apenas em setembro de 1986 iniciou-se um processo para tombamento do imóvel junto ao CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) 

        Além de sua grande coleção de espécimes, como tubarões, arraias e outros peixes do Atlântico Sul na sua programação ainda constam cursos, transformando o Museu em um dos melhores meios de educação ambiental do litoral, que recebe atualmente uma média de 100 mil visitantes por ano.


Endereço: Avenida Bartolomeu de Gusmão, 192 CEP:11030-906 Santos – SP

Fone: (013) 3261-5260/ 3261-5995

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

CANAIS de SANTOS

           Os canais de Santos hoje possuem mais de 100 anos de idade, são uma marca característica da cidade. Foram construídos por Saturnino de Brito para drenar os terrenos alagadiços da planície santista e conduzir as águas pluviais, que eram focos constantes de doenças nos verões quentes da cidade, ao mar. O sistema combinou planejamento urbano (arruamento das zonas atravessadas pelos canais) e separação estrita entre redes de águas pluviais e rede de esgotos. Hoje servem de pontos de orientação para os santistas, muito mais que os bairros.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Fortaleza da Barra

Também chamada de Fortaleza de Santo Amaro, foi construída em 1584, para defesa da Cidade e dos navios atracados no porto.
Localiza-se no Estuário, podendo ser avistada da Av. Alm. Saldanha da Gama, na Ponta da Praia.
Considerado monumento histórico-militar, foi tombado pelo Sphan, hoje IBPC, e pelo Condephat, órgãos que cuidam da preservação do patrimônio cultural.
O acesso para os visitantes é livre e feito através de pequena embarcação com saídas de hora em hora da Ponte dos Práticos, na Ponta da Praia.
Erguida num esporão rochoso, a Fortaleza se debruça sobre o canal de acesso ao estuário do maior porto da América Latina. Suas paredes e muralhas espessas, construídas com grandes blocos de pedras, chamam a atenção.
Mas a marca de contemporaneidade foi introduzida com a restauração e adaptação das salas para múltiplo uso.
Atualmente, abriga um painel de mosaico de vidro, de 20 metros quadrados, última obra do mestre e artista plástico Manabu Mabe, chamado “Vento Vermelho”. A Fortaleza também faz parte do roteiro turístico e histórico “Caminhos de Anchieta”, por ter recebido visitas do Padre José de Anchieta, cuja imagem também faz parte do museu.
Antiga guardiã da entrada do Porto de Santos, a Fortaleza testemunha, diariamente, a passagem de barcos e navios, e constitui um mirante privilegiado pela beleza incontestável de toda a orla santista e vicentina. Sem dúvida, uma visita imperdível.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Morro do José Menino (Voturuá)

Freqüentado por adeptos de esportes radicais, o Morro do Voturuá é o ponto de partida de vôos de asa delta e de paraglider.

           Para quem gosta de emoção e belas vistas, os passeios aéreos que saem do Voturuá têm como sua principal atração a vista privilegiada de todas as praias da cidade. Durante o vôo, o visitante poderá avistar alguns dos municípios vizinhos de São Vicente.
           O morro começa na divisa entre as cidades de Santos e São Vicente, e sua extensão segue até o Horto Municipal de São Vicente, à Av. Juiz de Fora, s/n, Vila Voturuá.

           Uma belíssima visão panorâmica da orla de Santos pode ser vista do Morro da Asa Delta (180 m de altura), que fica em São Vicente, cidade vizinha. Para se deslumbrar com o visual da Baía de Santos e a praia do Itararé até a Ilha Porchat - vídeo abaixo:  

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Jardins da Orla de Santos

          Com 5.335 metros de comprimento, largura entre 45 e 50 metros e 218.800 m² de área o equivalente a 50 campos de futebol, essa vegetação arremata toda a faixa de areia, desde a praia do José Menino até a Ponta da Praia.
            Longos gramados, em conjunto com alamedas de palmeiras e 19 espécies de arbustos isolados, conferem-lhe um único padrão. São 800 canteiros com flores e árvores e um dos principais atrativos turísticos da região.
            Foi idealizado pelo Engenheiro Sanitarista Saturnino de Brito e construído em 1935. Em 2001 os editores do Guinness Book of Records, o livro dos recordes, incluíram como o jardim frontal de praia de maior extensão do mundo

Vídeo da Orla:

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mapa de Santos de 1950

- prédio do Fórum na Praça dos Andradas
- prédio da City no sopé do Monte Serrat, perto do funicular (bondinho)
- o bairro do Marapé praticamente não existia
- o túnel ligando o Jabaquara à Praça dos Andradas só seria construído alguns anos depois
- a Avenida Gafreée e Guinle acompanhava o traçado do trenzinho da pedreira das Docas (avenida, trem e pedreira não mais existem)
- as antigas instalações da Santa Casa, defronte à Av. São Francisco, onde hoje é a alça viária do Elevado sobre o túnel Rubens Ferreira Martins, e que ainda não tinham sido soterradas pelo desabamento da encosta do Monte Serrat em 1956, e as novas instalações, inauguradas em 1945.

Fonte do Itororó

A famosa fonte situada no sopé do Monte Serrat teve por alguns anos parte de suas águas canalizadas por uma empresa engarrafadora, que ali se instalou por concessão da Prefeitura Municipal. Ao ser revertido em 1945 para a Municipalidade, o prédio abrigou ainda algumas instalações públicas, sendo parcialmente interditado em 1990 pelo risco de ser atingido por deslizamentos da encosta do morro. Quinze anos depois dessa interdição parcial, ainda se estudava o que fazer no local, como relata a matéria publicada pelo jornal A Tribuna em 14 de dezembro de 2004. Quem não conhece a Música: "Fui no Itororó beber água e não achei".